sábado, 21 de agosto de 2010

2.5...o fim de um ano cor de rosa



2.5...o fim de um ano cor de rosa

Então os 25 chegaram. E o que eu aprendi de útil (ou inútil) neste ultimo ano de minha vida? O que vou lembrar-me dos 24 anos? O que poderei dizer do meu ano cor de rosa?
Como já dito antes, eu refletir sobre o ano que passou quando o numeral de minha idade muda de digito. Acho mais coerente do que pensar nisso na virada do ano, pois sou de Agosto e se tratando de memória, as coisas começam a ficar nebulosas quando tento encaixá-las no calendário Juliano padrão. Ainda mais agora que a idade começa a ganhar certo tempo de existência. Então eu tento fixar os grandes acontecimentos daquela idade ou ano de vida.
Vamos lá: O que eu gostaria de lembrar-me de meus 24 anos...
Contradição ou não, os 24 anos podem ser caracterizados como o ano em que passei mais tempo solteiro, meu ultimo relacionamento serio (entendo como relacionamento sério aqueles que são dignos de colocar “namorando” no Orkut) terminou em Outubro e desde então tenho flutuado entre casos e romances. Porém esta estabilidade emocional foi conquistada a duras penas após um Kombo cavalar de péssimas notícias amorosas.
Primeiro foi o fora de meu caso de verão, ela voltaria para a Argentina, país de seu pai e por isso, não poderíamos mais ficar juntos. Mas esse foi o mais light, a dose jumbo veio alguns meses depois. Na sequência de notificações, minha ex-namorada o qual eu ainda nutria fortes sentimentos, após meses sem comunicação, deliberadamente me avisa que não falará mais comigo (o que já não acontecia), pois estava namorando. A mesma ex-namorada que me deixou aos prantos no aeroporto de Brasília poucos meses antes daquele momento. Se houvesse uma imagem para demonstrar minha situação, seria a de qualquer personagem do Mortal Kombat quando estava prestes e levar o Fatality. Fatality este que viria já no outro dia. Meu novo romance, que havia se mudado para a Argentina há pouco tempo e que me hospedaria em sua casa e seus braços pela próxima semana inteira, também me avisa que está namorando e não poderá me receber. Pronto, Especial Kombo Haduken Fatality!
Pego minha moto, vou o mais longe possível do mundo e choro, uma noite inteira, sentado sozinho na praia. Brigo com o mundo, não poupo insultos nem a mim (principalmente) e nem ao mundo, durmo, acordo, volto a xingar, volto a chorar, respiro fundo, bem fundo. Dou um mergulho no mar, pego minha moto e volto para minha casa, novo, restaurado e reestruturado.
Desde então, não tenho tido problemas com relacionamentos, mesmo por que, não tive vontade alguma de ter outro. Longe de ser medo ou magoa, mas sem vontade mesmo. Aprendizado deste primeiro evento. Aprendi a não depender de ninguém para alcançar a minha própria felicidade e paz. Amar é uma delicia, mas assim como a maior parte das coisas que acreditamos o amor que acreditamos ter por alguém, talvez seja apenas mais uma das varias verdades contestáveis.
Então baseio minhas felicidades não mais nas relações amorosas, mas em todas as relações vividas, amizades, estudos, musica, dança, trabalho, flertes (apesar de ter uma enorme preguiça de flertar). E se algo não da certo, como um caso, tudo bem, isso é o comum, atípico é quando da certo.
Outros aprendizado:
A música voltou definitivamente a minha vida, voltei a aprender trompete, em marcha ultra lenta, diga-se de passagem, mas voltei a aprender.
Dança: Estou melhorando ainda mais na dança, estou longe dos níveis aceitáveis para minha própria exigência, mas ainda sim, quebrei certos preconceitos e decidi fazer aulas para aprender outros ritmos o que tem me agradado muito.
Descobri o quão inovador posso ser como professor e como isso dá um trabalho lascado.
Descobri que demonstro meus sentimentos bem mais do que imaginava. As pessoas com quem convivo conseguem me ler facilmente, não sei se isso é bom ou ruim.
Aprendi que chegar a minha casa todo dia as 6 da manha bêbado pode não fazer muito bem para o organismo, mas pode ser muito divertido.
Ganhei peso, bastante, o que sempre foi um sacrifício. Não me preocupo muito em perdê-lo, mas me preocupo com minhas atividades físicas e em estar bem com minha saúde física e mental.
Aprendi a burlar o tempo e aumentar minhas 24 horas diárias para 32 ou mais. Porém ainda não aprendi a ler rápido, o que toma muito meu tempo, por isso das 32 horas necessárias.
Aprendi que não pagar passagens aéreas o tempo todo pode me deixar rico. Desaprendi a economizar dinheiro.
Aprendi o que são férias de verdade. E principalmente o que é ser um universitário realmente.
Aprendi a não me preocupar com tudo, mas não despreocupar demais. Aprendi a gostar ainda mais das artes. Principalmente música, dança e cinema. Definitivamente, é este o mundo o qual eu pertenço. Pode ser tocando, dançando ou dando aula sobre, mas é isso que me dá prazer.
Aprendi que discursos e praticas realmente são muito distantes. E que vaidades atrapalham todas as esferas possíveis, desde as acadêmicas (principalmente as acadêmicas) a questões do dia a dia.
Aprendi que pessoas maravilhosas podem surgir do nada e tornar a sua vida ainda melhor. Relembrei o quanto eu gosto do por do Sol, principalmente voltando de moto pela Beira Mar de um dia exaustivo de trabalho.
Não aprendi a lidar com o tempo ainda e estou sempre em cima da hora, como por exemplo, agora que tenho ensaio e nem banho eu tomei ainda. O que me obriga a parar esta edição nesse momento.

Um comentário:

  1. Não conseguiria te imaginar chorando, nem por um instante.

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